Conforme duas categorias conceituais destas páginas, o corpo espelha cor e pó. Apresenta algo contraditoriamente peculiar e histórico. É único portando originalidades, e comum refletindo influências. E por mais duas categorias conexas, o corpo espalha sua ética e sua poética. Concretiza contradições no mundo dos valores e comportamentos, e na atmosfera das criações pragmáticas e estéticas. É superação de facticidades. Por isso, corpoética espelha e espalha.
Se no espelhar ecoa, relativamente, uma passividade; no espalhar transborda, em geral, desdobramentos intencionais e efetivos. Um mo(vi)mento de te(n)são percorre a corporeidade desde dados até programas, atravessando subsídios fortuitos e produtos referenciados. A corpoética se reinventa para ser ela mesma: culturalmente irreversível ou outra vez pura natura.
(...)
Com esta postagem tomei a liberdade de completar um tríplice registro verbal – já inscrito no título acima. A desculpa é meio desavergonhada; debitada ao que esse outubro denuncia como entrada do blogueiro nas supostas vantagens sugeridas pelo Estatuto do Idoso.
Trinta anos atrás, aproximadamente, escrevi minha memória de um episódio vivido por volta dos dez anos de idade. Contei como conheci o mar, sua praia espelhada com espumas espalhadas. E esse texto, antes publicado no CORPOÉTICA – cosquinhas filosóficas no umbigo da utopia, reaparece na postagem deste outubro 2011 do www.pneumica.com
Na segunda metade da última década de noventa escrevi um poema sobre a passagem dos anos através do kairós corpóreo. Revisitado, revisado e mais assumido neste outubro tais versos legendam um signo de minha epiderme na capilaridade tensa dos fatos espelhados e feitos espalhados. Para con-fe-rir: www.fotogrifo.com
