29 Abril, 2011

sumário de uma corpoética

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Conforme já indiquei nas postagens iniciais deste blog (16 e 17 de abril de 2008), o termo CORPOÉTICA foi publicado pela primeira vez num pequeno texto que escrevi em 1982, vindo depois figurar como título numa obra de 1988.

Considerando não ser mais possível encontrar esse livro nas livrarias, me parece oportuno reproduzir hoje seu sumário, especialmente às vésperas de uma palestra que devo proferir sobre essa temática.

Para melhor compreensão dos detalhes desse sumário, devo ainda lembrar o título da dissertação defendida em 1984, a qual não foi alterada quando a entreguei para Edições Paulinas lançar CORPOÉTICA:
CAMINHANDO PARA A LIBERTAÇÃO – RE-FLEXÕES DO CORPO OPRIMIDO
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PRIMEIRA JORNADA: SETAS NORTEADORAS

INDICANDO O RUMO

Para ver a verdade desta vereda
(um trabalho datado e assinado)

Para ver as veredas desta verdade
(um estudo dos detalhes e articulações)


ORIENTANDO OS PASSOS

Para ler o sentido do texto
(um exercício pedagógico)

Para ler o sentido dos termos
(uma delimitação didática)

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SEGUNDA JORNADA: COMEÇANDO A CAMINHAR

QUANDO SE CONHECE OS PRÓPRIOS PÉS

A consciência do corpo oprimido
(da ingenuidade à criticidade)

A transcendência do corpo oprimido
(da acomodação à transformação)


QUANDO SE CONHECE O PRÓPRIO CHÃO

O cotidiano do corpo oprimido
(totalidade e contradição)

A utopia do corpo oprimido
(exterioridade e libertação)


QUANDO SE CONHECE AS SANDÁLIAS APROPRIADAS

Proteção e preparo para o corpo oprimido
(exorcizando diabolos)
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Firmeza e flexibilidade para o corpo oprimido
(optando por metahodos)

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TERCEIRA JORNADA: CAMINHANDO


PELOS PLANALTOS DO PODER

Ao ordenar uma nova ciência
(o corpo e a racionalidade)

Ao coordenar uma nova eficiência
(o corpo e a utilidade)


PELAS PRAIAS DA PAIXÃO

Ao provar o mistério
(o corpo diante das interrogações e reticências)

Ao provocar os ministérios
(o corpo entre parênteses ou sublinhado)
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PELOS POROS E PÊLOS

Ao arrancar o rancor pela cor
(o corpo e o racismo)

Ao ampliar o amplexo no sexo
(o corpo e o machismo)

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QUARTA JORNADA: O ÊXITO DO ETERNO ÊXODO


PERANTE OS PERIGOS PERMANENTES

Das imaturas pretensões
(sacando as antíteses)

Das torturas e repressões
(superando os contrários)


HAVENDO UM HORIZONTE DE HORIZONTES

Das lembranças avaliadas
(inventariando o passado)

Das esperanças avalizadas
(inventando o futuro)