29 Outubro, 2008
28 Outubro, 2008
cotidiano e corpoética
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O dia-a-dia é o conjunto de coisas e símbolos, entre si relacionados, dos modos específicos de organização do fazer, do crer e do sentir que constituem a corpoética. É um todo de acontecimentos históricos, casuais e mutantes no qual a justaposição, a composição e a oposição das partes não são percebidas pelo olhar despido de algum rigor crítico. O que está na cara constantemente mascara a historicidade, a contingência e a mudança. O cotidiano representa esse todo cuja obviedade das partes (per se ou em conjunto) muitas vezes obnubila explorações, fetichizações, alienações, invenções, superações, satisfações etc.
Mediante alguma criticidade, a corpoética percebe os movimentos do fazer, do crer e do sentir tendentes a totalidades contraditórias. Essa percepção suscita constatações, questionamentos e hipóteses. Tanto nos inesgotáveis projetos, processos e produtos do capitalismo ou demais sistemas econômicos, como nas construções simbólicas das inumeráveis religiões e ideologias, e também nas infindáveis diversificações de valores e práticas interpessoais e intersubjetivas, as totalidades são incapazes de controle absoluto. A corpoética desconfia, portanto, que o cotidiano apresenta contradições a escorrer diferenças por entre os dedos.
Essa abstração corpoética a partir de sua concretude redimensiona uma idéia: a mesmidade do cotidiano não é, reduzida e necessariamente, sua mesmice. Com efeito, o cotidiano abarca a mesmice, sim; entretanto, esta não tem aquele como refém. A diferença também está no cotidiano e o cotidiano é, mesmo, uma sucessão de diferenças. Diferenças somáticas, pnêumicas, psíquicas, econômicas, políticas, simbólicas etc. O que a corpoética faz, crê e sente no seu cotidiano é variado; também variação; e ainda, variante. No cotidiano a corpoética vivencia seu momento e seu movimento, imbricados e passíveis de interferências: mo(vi)mentos.
O dia-a-dia é o conjunto de coisas e símbolos, entre si relacionados, dos modos específicos de organização do fazer, do crer e do sentir que constituem a corpoética. É um todo de acontecimentos históricos, casuais e mutantes no qual a justaposição, a composição e a oposição das partes não são percebidas pelo olhar despido de algum rigor crítico. O que está na cara constantemente mascara a historicidade, a contingência e a mudança. O cotidiano representa esse todo cuja obviedade das partes (per se ou em conjunto) muitas vezes obnubila explorações, fetichizações, alienações, invenções, superações, satisfações etc.
Mediante alguma criticidade, a corpoética percebe os movimentos do fazer, do crer e do sentir tendentes a totalidades contraditórias. Essa percepção suscita constatações, questionamentos e hipóteses. Tanto nos inesgotáveis projetos, processos e produtos do capitalismo ou demais sistemas econômicos, como nas construções simbólicas das inumeráveis religiões e ideologias, e também nas infindáveis diversificações de valores e práticas interpessoais e intersubjetivas, as totalidades são incapazes de controle absoluto. A corpoética desconfia, portanto, que o cotidiano apresenta contradições a escorrer diferenças por entre os dedos.
Essa abstração corpoética a partir de sua concretude redimensiona uma idéia: a mesmidade do cotidiano não é, reduzida e necessariamente, sua mesmice. Com efeito, o cotidiano abarca a mesmice, sim; entretanto, esta não tem aquele como refém. A diferença também está no cotidiano e o cotidiano é, mesmo, uma sucessão de diferenças. Diferenças somáticas, pnêumicas, psíquicas, econômicas, políticas, simbólicas etc. O que a corpoética faz, crê e sente no seu cotidiano é variado; também variação; e ainda, variante. No cotidiano a corpoética vivencia seu momento e seu movimento, imbricados e passíveis de interferências: mo(vi)mentos.
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